Como lidar com riscos do agronegócio com eficiência
Agrícola
Riscos do agronegócio: transforme ameaças em oportunidades
Desafio é rotina na vida do produtor rural. Afinal, ano após ano, surgem ou se reforçam diferentes riscos do agronegócio. Hoje, as ameaças em destaque estão relacionadas a questões climáticas, ambientais, operacionais, financeiras, legais, decisórias e estratégicas. Vulnerabilidades que abordamos recentemente em um dos artigos deste Portal.
Agora, porém, te convidamos a ampliar o olhar sobre o tema. Nosso objetivo é oferecer informações para que o seu negócio opere longe dos perigos de forma técnica e sustentável, mitigando os riscos. Mas isso não deve ser uma simples obrigação. A ideia é que essa prática gere oportunidades, aproveitadas por quem mantém suas atividades sob controle.
O agronegócio continua forte, mas cada vez mais complexo
O PIB do agronegócio alcançou R$ 3,20 trilhões em 2025. Desse montante, cerca de R$ 2,06 trilhões referem-se ao ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão diz respeito à agropecuária. Com esse resultado, a participação do agronegócio na economia do Brasil foi de 25,13% no período. A porcentagem está acima dos 22,9% registrados em 2024, de acordo com dados do Cepea.
A questão é que os riscos do agronegócio parecem crescer junto com a sua importância na economia do País. Juros em alta e economia desacelerada fazem crescer a inadimplência. Guerras e desacordos entre países prejudicam exportações e importações. Questões tributárias e de sustentabilidade elevam as exigências operacionais.
Quando se trata de ano eleitoral, os desafios ganham uma dimensão ainda maior. E se esses riscos continuam e crescem, o produtor deve se proteger melhorando seu posicionamento estratégico. E um passo importante dessa jornada é reorganizar o negócio com base no profundo conhecimento das principais ameaças que o rodeiam.
Riscos climáticos e ambientais: clima instável pede força na produção
A instabilidade do clima é parte da rotina no campo. Nesse cenário, saem na frente os produtores que conseguem se antecipar aos riscos e se adaptar com rapidez às adversidades. Não é apenas questão de evitar prejuízos, mas também de criar condições para produzir com mais segurança.
Para transformar incertezas em competitividade e ganhos de produtividade, muitas empresas têm se apoiado em três frentes:
- Adoção de tecnologia - monitoramento do clima via satélite, estações meteorológicas instaladas na própria fazenda e análise de dados em tempo real para acompanhar e monitorar eventos extremos;
- Agricultura mais eficiente - sistemas de irrigação inteligente, escolha estratégica de período de plantio e uso de sementes que produzem mesmo em condições ruins;
- Valorização de práticas sustentáveis - pois quem investe na produção responsável tende a acessar mercados mais rentáveis, incluindo o internacional.
Riscos operacionais se mitigam com profissionalização e eficiência
Os desafios operacionais no agronegócio tendem a gerar muitos prejuízos. Isso porque são situações que podem resultar em falhas na cadeia produtiva, limitações logísticas ou problemas com equipamentos. No entanto, ter consciência sobre a existência desses problemas é um caminho inteligente para evoluir a gestão dos negócios no campo.
A redução de perdas, o aumento da produtividade e estabilidade da operação podem se dar por meio de:
- Modernização da operação - que envolve a renovação e manutenção de máquinas e equipamentos para aumentar a eficiência desses itens e reduzir as chances de paradas inesperadas;
- Gestão mais eficiente da cadeia produtiva - com planejamento logístico estruturado e melhoria nas condições de armazenamento é possível reduzir perdas e melhorar o fluxo de produção;
- Capacitação da equipe - é essencial treinar os colaboradores nos aspectos técnicos do trabalho e no uso de ferramentas digitais;
- Uso de insumos de melhor qualidade - a escolha de sementes, fertilizantes e defensivos desenvolvidos com mais tecnologia e pesquisas contribui para o melhor desempenho da lavoura tornando a produção mais consistente.
Riscos financeiros demandam gestão estratégica de recursos
Em um cenário de maior pressão sobre custos e margens de lucros, a gestão financeira é fator decisivo para a sustentabilidade do negócio no campo. É também a maior previsibilidade que eleva a eficiência do produtor no momento de conduzir a operação e investir nela.
Nesse contexto, produtores têm a oportunidade de tratar a fazenda como uma empresa, com controle de números e decisões baseadas em dados e fatos. Isso envolve:
- Gestão financeira mais rigorosa - com detalhado controle de gastos, custos e investimentos, o produtor evita desperdícios, reage melhor a momentos de instabilidades e toma melhores decisões;
- Diversificação de receita - apostar em diferentes culturas ou integrar atividades para reduzir a dependência financeira e diluir riscos do agronegócio;
- Uso de instrumentos financeiros - o produtor pode organizar melhor o fluxo de caixa por meio de estratégias de proteção de preços, operações de troca e crédito estruturado;
- Melhoria na relação com o crédito - quando há organização financeira e domínio dos próprios números, melhor é o acesso do produtor ao crédito.
Riscos regulatórios: regras também dão acesso a mercados mais rentáveis
As exigências legais e regulatórias no agronegócio costumam ser vistas como um obstáculo. Porém, produtores que mantêm suas operações em conformidade, podem transformar o cumprimento de regras em uma porta de entrada para oportunidades mais lucrativas. Nessa jornada, três são os ganhos:
- Acesso a mercados mais exigentes e rentáveis - na maioria das vezes, estar em compliance é condição obrigatória para exportar ou negociar com grandes compradores e fornecedores;
- Rastreabilidade como diferencial - a capacidade de acompanhar e comprovar todas as etapas da produção aumenta a transparência do negócio, o que fortalece a confiança de clientes e parceiros;
- Adequação ambiental – desde a Cop 30, o agronegócio brasileiro está ainda mais no centro do debate da economia de baixo carbono e estar em conformidade evita sanções legais.
Riscos estratégicos: o planejamento reduz as ameaças e acelera o crescimento
Em qualquer setor da economia, decisões mal planejadas podem limitar o desenvolvimento de um negócio. No entanto, quando há estratégia a empresa tem chance de se fortalecer, crescendo mais rápido e com menos riscos. Além disso, boas decisões criam oportunidades para:
- Diversificar a produção - ao reduzir a dependência de uma única cultura, o produtor fica menos vulnerável a riscos do agronegócio e com uma renda mais estável;
- Fortalecer a marca do produtor - uma boa reputação diante de parceiros e compradores é o que constrói e mantém oportunidades comerciais rentáveis;
- Adotar práticas ESG - gestão sustentável, além de melhorar a imagem do negócio, atrai investidores e parceiros que trabalham com responsabilidade ambiental, social e de governança;
- Inovar constantemente - a adoção de tecnologias e novos modelos de negócio aumentam a eficiência operacional e deixam a operação alinhada às transformações do setor.
Gestão de Riscos como estratégia de crescimento em contextos instáveis
Os riscos do agronegócio são ameaças reais e crescentes. Dessa forma, a capacidade de se antecipar e reagir a esses perigos tem alto poder de elevar a competitividade do produtor rural. Daí vem a importância da Gestão de Riscos no Agronegócio.
Com essa iniciativa a sua operação não se tornará imune a problemas. Até mesmo porque isso é algo impossível de garantir. Mas é possível adotar práticas que reduzam as chances de sinistro e geram menos prejuízos caso uma ameaça se torne real.
O produtor rural que valoriza a prevenção tende a ter uma melhor reputação diante de clientes, parceiros de negócio e investidores. Instituições financeiras e seguradoras também estão atentas à capacidade que a empresa tem de evitar incidentes e se recuperar deles.
Seguro: ferramenta estratégica da Gestão de Riscos
O seguro não evita que um risco de perdas se torne realidade. No entanto, é fundamental que o produtor rural conte com essa proteção financeira caso a ameaça venha a se concretizar. Por isso, é importante conhecer duas proteções:
1. Sompo Agrícola
O Seguro Sompo Agrícola foi criado para proteger as atividades no campo contra variações climáticas que possam danificar a plantação. Na contratação, o produtor rural pode tem três modalidades:
Custeio
Caso a lavoura seja prejudicada por algum problema climático, esse seguro devolve ao produtor o dinheiro investido em materiais do plantio. Podem ser sementes, defensivos ou fertilizantes, por exemplo.
Produtividade
Um seguro que reembolsa o agricultor caso o clima seja responsável pela queda da produção. Nesse caso, a perda é calculada comparando o que foi produzido com a produção que estava prevista na apólice.
Granizo
Em se tratando de prejuízos causados por tempestades de granizo, essa é a proteção ideal. E essa modalidade ainda conta com coberturas extras para geada e chuvas excessivas, por exemplo.
2. Sompo Equipamentos Agrícolas
Não é só a plantação que precisa de proteção. Um equipamento danificado ou roubado atrasa o plantio e a colheita. E isso causa impactos diretos na produção e no faturamento do negócio. Porém, para reduzir as chances desses prejuízos existem os seguintes seguros:
- Sompo Equipamentos Agrícolas Benfeitorias - protege máquinas utilizadas na propriedade rural, como tratores, colheitadeiras e silos, por exemplo; e
- Sompo Equipamentos Agrícolas Penhor Rural - proteção para os bens que tenham sido oferecidos como garantia em operações de crédito ou financiamento.
Proteção para cada movimento do seu negócio
A Sompo é referência nacional na venda de seguros para máquinas e implementos agrícolas. Também nos destacamos na proteção de plantações. E oferecemos, ainda, soluções de transporte e patrimônio para toda a cadeia produtiva do setor.
Acesse outros artigos do nosso Portal e saiba como podemos proteger cada movimento do seu negócio.
Compartilhe:
Relacionados
Compartilhe: