Safra 2026/ 2027: IBGE aponta cenário desafiador
Agrícola
Safra 2026/ 2027: IBGE prevê ciclo desafiador
Após o registro de recordes em 2025, a safra 2026/2027 deve ser marcada pela capacidade de adaptação dos produtores rurais. Isso porque, de acordo com projeções do IBGE, o período deve ser de queda de 1,8% na produção total, em relação a 2025. Dado que considera o desempenho de culturas agrícolas importantes para o agronegócio brasileiro.
O volume produzido deve atingir 339,8 milhões de toneladas. Nesse cenário, há expectativa de aumento na produção de soja e feijão. No entanto, milho, arroz, algodão e sorgo devem registrar queda.
Abaixo, detalhamos as estimativas por cultura:
- soja - 170,3 milhões de toneladas (aumento de 2,5% em relação à safra anterior);
- milho - 133,2 milhões de toneladas (-6%);
- arroz - 11,6 milhões de toneladas (-8%);
- algodão - 8,8 milhões de toneladas (-10,5%);
- sorgo - 4,7 milhões de tonelada (-13%); e
- feijão - 3 milhões de toneladas (+0,9%).
Vale destacar que cada uma dessas culturas citadas desempenha papeis econômicos e sociais estratégicos para o País. Por isso, é fundamental manter o foco não apenas no aumento da eficiência operacional, mas também em uma sólida Gestão de Riscos.
Principais riscos do agronegócio
Em cada ciclo agrícola, incluindo a safra 2026/ 2027, as atividades do agronegócio enfrentam uma série de riscos. Algumas dessas ameaças podem acontecer dentro da empresa ou da propriedade. E existem aquelas externas, que fogem do controle do produtor rural ou gestor do negócio.
É possível agrupar esses perigos da seguinte maneira:
1. Riscos climáticos e ambientais
No agronegócio, os riscos climáticos e ambientais existem porque o setor depende diretamente das melhores condições para produzir. Secas, chuvas intensas, baixas temperaturas ou calor em excesso podem se manifestar de uma hora para outra, prejudicando plantas e animais.
São problemas que podem resultar em queda da produtividade e da qualidade dos produtos. Isso sem falar no aumento dos custos para produzir e volatilidade dos preços dos produtos, o que pressiona a margem e rentabilidade do negócio. Tudo isso exige que o produtor se planeje e adote as melhores práticas no processo produtivo visando resiliência frente às adversidades.
2. Riscos operacionais
Falhas na cadeia de suprimentos, quebra de equipamentos e falta de profissionais treinados são fatores que também prejudicam as atividades no campo. Infraestrutura deficitárias tais como estradas, portos e estruturas de armazenamento ruins também são riscos que precisam ser considerados.
São situações com potencial para interromper operações cruciais, atrasar entregas e elevar os custos de produção. Ou seja, mais um motivo para que os produtores busquem formas de minimizar perdas e danos. Dessa forma, garantem que a produção se mantenha mesmo quando algo ruim acontecer.
Especialistas alertam, ainda, que a busca por redução de custos em 2025 pode cobrar o preço agora. Afinal, para reduzir seus custos de produção, alguns produtores optam por produtos com menor eficiência. Isso aumenta a vulnerabilidade das plantas a pragas e doenças, além dos eventos climáticos adversos em 2026
3. Riscos financeiros
Para que o negócio funcione bem, não basta apenas ter recursos financeiros. É importante estar atento ao cenário de juros e no endividamento que pode impactar diretamente o negócio. Ter a confiança daqueles que fornecem crédito rural também é muito importante. E não podemos esquecer de manter uma reserva financeira para o período de entressafra.
Do contrário, o produtor reduz sua capacidade de investir. Afinal, esses problemas podem causar prejuízos, aumentar o risco de perda de renda e diminuir a importância do negócio no mercado. Ameaças que exigem um bom planejamento financeiro e estratégias para os períodos de crise.
Considerando esse contexto, é recomendado que os produtores rurais fiquem atentos aos seguintes fatores:
Juros e Inadimplência
Com a Selic em alta, financiar a safra ficou mais caro. Isso pode fazer com que alguns produtores rurais enfrentem dificuldades para pagar suas dívidas. Essa situação exige atenção especial ao planejamento financeiro e à gestão de recursos da produção e das propriedades.
Margens Apertadas
O preço da soja e do milho está mais baixo por causa dos altos estoques globais. Dessa forma, qualquer perda de produtividade, mesmo que seja entre 10% ou 15%, por exemplo pode significar prejuízo ao negócio.
Variação do câmbio
O dólar pode oscilar impactando na balança comercial do Brasil. Essa variação impacta o custo de fertilizantes e defensivos. Nesses altos e baixos a receita das exportações também são afetadas.
4. Riscos relacionados a leis e regras
Mudanças nas leis e regras do setor, além de fiscalizações sanitárias mais exigentes, são exemplos de riscos regulatórios. E vale destacar que governo e organizações têm cobrado práticas que permitam acompanhar todas as etapas da produção de um produto.
Quando esse risco se concretiza, o produtor precisa ficar atento às normas e à regulamentação para conseguir vender sua produção. Caso não cumpra essas exigências, pode sofrer penalidades, como custos extras e multas.
Em casos extremos pode ser impedido de vender seus produtos. Por isso, é essencial ter atenção especial às exigências tanto dos compradores quanto de instituições que criam e fiscalizam normas.
5. Riscos ligados a decisões e planos da empresa
Decisões importantes com foco no futuro influenciam como o negócio cresce e se desenvolve. E, nessa jornada, a falta de inovação e de acompanhamento dos riscos, pode fazer com que os produtores tenham suas margens de produção e lucro prejudicadas. [FO2] Depender de um único produto também é um fator que deixa a operação mais frágil.
Não cuidar da imagem e da reputação do negócio é outro fator perigoso. Por exemplo, hoje, um produtor rural precisa trabalhar alinhado aos conceitos ESG. Do contrário, descumprirá a legislação ao meio ambiente, a sociedade e a governança. E isso é percebido por clientes, parceiros e investidores.
A importância da Gestão de Riscos nas atividades do campo
Como você pôde ver no tópico anterior, as atividades no agronegócio são tão complexas quanto sensíveis. E elas podem ser facilmente afetadas por diversos problemas internos e externos. Alguns desses riscos, aliás, tendem a ser difíceis de prever ou controlar.
São sinistros que, em geral, resultam em perdas de produção. Alguns também podem abalar a relação de confiança que existe entre o produtor e os clientes ou parceiros de negócio. Situações que dificultam a entrada de dinheiro no negócio e novos investimentos.
A Gestão de Riscos não tem poder para impedir totalmente que os problemas aconteçam. No entanto, ela ajuda a reduzir as chances de ocorrências. Além disso, quando o plano é bem feito, os danos costumam ser menores no caso de um sinistro.
Vale lembrar que essa postura de prevenção é valorizada por clientes, parceiros de negócio e investidores. Instituições financeiras e seguradoras também estão atentas à capacidade que a empresa tem de evitar incidentes e se recuperar deles.
2 Seguros que o produtor rural deve conhecer
Seguros rurais existem para proteger diferentes atividades no campo, incluindo as atividades do plantio à colheita. Por isso, é importante que o produtor rural saiba que sua safra 2026/ 2027 pode contar com as seguintes proteções:
1. Sompo Agrícola
O Seguro Sompo Agrícola foi criado para proteger as atividades no campo contra variações climáticas que possam comprometer a produtividade no campo. Na contratação, o produtor rural pode tem três modalidades:
Custeio
Caso a lavoura seja prejudicada por algum problema climático, esse seguro devolve ao produtor o dinheiro investido em Insumos produtivos (sementes, adubo e defensivos).
Produtividade
Um seguro que reembolsa o agricultor caso o clima seja responsável pela queda da produção. Nesse caso, a perda é calculada comparando o que foi produzido com a produção que estava garantia na apólice.
Granizo
Em se tratando de prejuízos causados por tempestades de granizo, essa é a proteção ideal. E essa modalidade ainda conta com coberturas extras para geada e chuvas excessivas, por exemplo.
2. Sompo Equipamentos Agrícolas
Não é só a plantação que precisa de proteção. Um equipamento que falha ou é roubado atrasa o plantio e a colheita. E isso causa impactos diretos na produção e no faturamento do negócio. Porém, para reduzir as chances desses prejuízos existem os seguintes seguros:
- Sompo Equipamentos Agrícolas Benfeitorias - protege máquinas utilizadas na propriedade rural, como tratores, colheitadeiras e silos, por exemplo; e
- Sompo Equipamentos Agrícolas Penhor Rural - proteção para os bens que tenham sido oferecidos como garantia em operações de crédito ou financiamento.
A Sompo acredita no potencial do agronegócio
Na Sompo, reconhecemos o potencial do agronegócio no Brasil. Por isso, desde 2023, temos uma parceria com a Agtech Innovation, um hub de inovação do setor que faz parte da rede PwC. Uma iniciativa que busca criar soluções que melhorem as ofertas de seguro para o agronegócio, fortalecendo a proteção das atividades no campo.
É também por meio da tecnologia desenvolvida pelas AgTechs que o produtor rural pode melhorar suas margens de produção e lucro. São tendências que se traduzem em:
- Bioestimulantes e bioalternativas - cresce o uso de produtos que ajudam plantas e sementes a resistirem à escassez ou excesso de água, por exemplo.
- Agricultura de precisão - uso de drones e monitoramento em tempo real ajudam a otimizar custos e alavancar ganhos em produtividade e eficiência operacional.
- Redução de carbono - exportações dependem cada vez mais da comprovação de boas práticas para a redução de carbono.
A Sompo é referência nacional na venda de seguros para máquinas e implementos agrícolas. Também nos destacamos na proteção de plantações. E oferecemos, ainda, soluções de transporte e patrimônio para toda a cadeia produtiva do setor.
Quer saber como podemos proteger cada movimento do seu negócio? Consulte seu corretor e entre em contato com a nossa equipe.
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