Índices climáticos e proteção da produtividade rural
Agrícola
Índices climáticos: monitorando riscos no campo
Os índices climáticos nunca foram tão essenciais para a rotina do produtor rural. Foi-se o tempo em que era possível se orientar apenas pelo início e fim das estações do ano. Hoje, mudanças bruscas no clima podem impactar as atividades no campo de uma hora para outra: secas severas, ondas de calor ou chuvas intensas.
Recorrer a métodos, processos, tecnologias e informações confiáveis é fundamental para antecipar decisões e reduzir riscos. Entre esses recursos, os indicadores do clima ocupam um papel central nessa jornada de gestão mais estratégica da atividade rural.
O que são índices climáticos e por que eles importam?
Os índices climáticos são dados usados para acompanhar e analisar o comportamento das condições da atmosfera. Esse estado do tempo pode estar relacionado a uma região ou todo o planeta. São informações fundamentais para identificar padrões, tendências e mudanças no clima. Preveem eventos extremos, como secas, enchentes, calor, geadas e vendavais.
Os indicadores ajudam a entender o presente e a projetar cenários futuros. Têm, ainda, um papel muito importante no desenvolvimento de iniciativas de ciência e tecnologia relacionadas ao clima. Além disso, auxiliam produtores rurais na tomada de decisões no campo.
De forma geral, os indicadores climáticos podem ser divididos em quatro tipos:
1. Temperatura
São índices que avaliam a medida do grau de calor ou frio de um ambiente. Um estado térmico que pode ser influenciado por sol, ventos, umidade, horário do dia ou presença de vegetação.
2. Precipitação
Medem o volume e a frequência das chuvas. Dessa forma, ajudam a identificar e prever períodos de seca, estiagem ou temporais.
3. Atmosféricos
Analisam a pressão do ar, a circulação atmosférica e a intensidade dos ventos. Todos fatores que influenciam o comportamento do clima em várias regiões.
4. Oceânicos
Monitoram condições dos oceanos. Um exemplo é a temperatura da superfície das águas, que influencia o surgimento de fenômenos climáticos globais, como El Niño e La Niña.
4 suportes do produtor rural no entendimento do clima
Em um cenário de mudanças climáticas cada vez mais severas e inesperadas, dados são tão valiosos quanto a qualidade do que se planta e colhe no campo. Felizmente, o produtor rural tem ao seu lado a ciência e a tecnologia, além de profissionais especializados em clima. E, com essa trinca, podem aprimorar seu planejamento agrícola.
Nesse sentido, destacamos quatro suportes que podem aprimorar as estratégias no campo relacionadas ao tempo:
1. SPEI: em busca das variações climáticas fora do padrão
SPEI é a sigla para Standardized Precipitation Evapotranspiration Index. Na tradução para o português, significa Índice Padronizado de Precipitação e Evapotranspiração. E o principal objetivo dessa moderna ferramenta é rastrear variações climáticas fora do padrão.
Na prática, detecta, monitora e analisa a intensidade e a duração da seca ou do excesso de chuva em uma região. Nesse processo, tem capacidade de:
- Calcular a diferença entre a chuva que cai e quanto a planta perde de água em razão do calor;
- Entender como as mudanças climáticas estão tornando as secas mais severas;
- Perceber qual localidade está sofrendo mais com as mudanças do tempo;
- Avaliar os impactos das oscilações climáticas na plantação e no solo;
- Informar quando a seca ou o excesso de água atingiu níveis críticos; e
- Prever quebra de safra por seca.
2. CCPI: em prol da transparência climática internacional
Em português, CCPI significa Índice de Desempenho das Mudanças Climáticas. É uma sigla que vem do inglês: Climate Change Performance Index. Materializa-se em uma ferramenta de monitoramento independente. Um instrumento que compara os esforços de proteção climática de 63 países, além da União Européia.
Por meio de um ranking público, informa quais territórios estão liderando a transição verde. Também expõe as nações que estão prejudicando o bom desempenho global. Nessa medição considera promessas políticas, dados concretos e análise de especialistas locais Tem sido um instrumento eficiente para gerar pressão política e social.
Para o produtor rural, o CCPI funciona como uma bússola para entender os desafios e as oportunidades de mercado. E vale destacar que a pontuação é dividida em quatro grandes categorias:
- Emissões de gases de efeito estufa - volume de emissão per capita, histórico dos últimos cinco anos e velocidade de redução;
- Energia renovável - participação das fontes de energia limpa na matriz energética, ritmo de crescimento e metas do Governo para essa expansão;
- Uso de energia - quanta energia o país consome por habitante e qual é a eficiência nesse processo;
- Política climática - especialistas em clima, ONGs e acadêmicos de cada país avaliam o progresso real das políticas internas do governo.
3. NASA: o cruzamento entre dados meteorológicos e do uso da terra
A National Aeronautics and Space Administration (NASA) conta com satélites que, há décadas, orbitam a Terra. Entre os dados coletados, alguns são muito úteis para produtores agrícolas e outros profissionais do agronegócio. São informações relacionadas à produção, ao uso da terra e ao clima, que estão disponibilizadas no site da agência.
Esses dados apoiam pesquisadores em iniciativas relacionadas à alimentação da população, ao meio ambiente e ao desenvolvimento rural. Os mapeamentos também incluem a temperatura do solo, o índice de vegetação e a extensão das culturas. Monitoram chuvas, secas e eventos climáticos severos
4. EPA: pela sustentabilidade das atividades e o acesso a mercados
EPA é a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, cuja sigla vem de Environmental Protection Agency. É um órgão amplamente comprometido com a comunidade agrícola. Tem como principal missão proteger a saúde humana e o meio ambiente.
Por meio da parceria entre o Conselheiro Agrícola da EPA e comunidades agrícolas e rurais, desenvolve soluções práticas para que a atividade no campo seja produtiva e sustentável. Já com o Centro Nacional de Agricultura estabelece e fiscaliza normas ambientais que garantem o consciente e adequado uso de recursos naturais e insumos.
Como as mudanças climáticas afetam a produtividade no campo
O sucesso do agronegócio depende de boas condições climáticas. Isso porque secas, enchentes, excesso de calor ou frio extremo podem prejudicar o ciclo de desenvolvimento das sementes. Essas variações climáticas não impactam apenas a produção em si, mas também a previsibilidade das safras.
A questão é que, ao redor do mundo, as altas temperaturas já afetam negativamente lavouras, rebanhos, pesca e florestas. No campo, a perda de produtividade já é sentida nas principais culturas agrícolas. Na média global, a 1°C de aquecimento, a produção cai 7,5% no milho, 6,0% no trigo, 6,8% na soja e 1,2% no arroz.
Os dados são de um recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM). O estudo, divulgado em matéria do Portal Exame, indica o Brasil como exemplo dos impactos do calor extremo sobre o agronegócio.
Tudo isso nos lembra que as variações do clima afetam diretamente o planejamento e a economia do campo. Essa instabilidade tem potencial para gerar riscos financeiros para o produtor rural. E entre os principais impactos dessa realidade estão:
- Perda de safra - eventos extremos podem comprometer totalmente a produção de uma área cultivada;
- Redução de produtividade - mesmo quando não há perda total, as condições climáticas desfavoráveis podem reduzir a quantidade e qualidade da colheita;
- Surgimento de pragas e doenças - mudanças de temperatura e umidade favorecem a proliferação de organismos que atacam as plantações;
- Irregularidade hídrica - períodos de falta ou excesso de água dificultam o manejo adequado das lavouras e da criação animal;
- Aumento dos custos de produção - com mais riscos, cresce a necessidade de medidas de adaptação para lidar com esses desafios.
Gerenciamento de riscos: por que monitorar dados climáticos é essencial?
As atividades no campo são tão complexas quanto sensíveis e imprevisíveis. Em geral, os sinistros resultam em perdas de produção. A queda de qualidade dos itens também pode abalar a relação de confiança que existe entre o produtor e os clientes ou parceiros de negócio. Situações que tendem a limitar o faturamento e novos investimentos.
Nesse cenário, o Gerenciamento de Riscos, que deve incluir a análise de índices climáticos, é uma medida fundamental. Esse monitoramento das ameaças não impede que os problemas aconteçam. No entanto, reduzem as chances de ocorrências. Além disso, quando o plano é bem estruturado, as respostas a possíveis incidentes são mais rápidas.
Essa postura de prevenção em vez de reação tem impacto direto na reputação do negócio diante de colaboradores comerciais. Até mesmo instituições financeiras e seguradoras estão atentas à capacidade que o produtor rural tem de evitar sinistros e se recuperar deles.
Seguro Produtividade: para quando a colheita rende menos do que o esperado
No seguro Sompo Agrícola, o produtor rural conta com a modalidade Sompo Agrícola Produtividade. Trata-se de uma proteção que oferece indenização caso a produção final seja inferior ao que estava previsto. A condição, porém, é que essa queda de produtividade tenha sido causada por condições climáticas desfavoráveis.
Nesse caso, a perda é calculada comparando o que foi produzido com a produção que estava garantida na apólice. Como acontece em todo seguro, essa cobertura não evita perdas, mas reduz a exposição financeira do produtor. Também é uma estratégia para viabilizar a continuidade do negócio após um sinistro.
Outras proteções financeiras que o produtor rural precisa conhecer
O seguro contra perda de produtividade é apenas uma parte da proteção possível para o produtor rural. Dependendo da atividade, do risco e do tamanho da operação, é necessário ampliar esse amparo financeiro.
Abaixo, destacamos algumas das opções existentes para proteger o dia a dia no campo:
Sompo Agrícola: duas modalidades adicionais muito importantes
No universo do Seguro Sompo Agrícola, o produtor rural não conta apenas com o Seguro Produtividade, que protege o rendimento da safra. Existem mais duas proteções:
- Custeio - caso a lavoura seja prejudicada por algum problema climático, esse seguro devolve ao produtor o dinheiro investido em sementes, adubo, defensivos e outros insumos; e
- Granizo - que, além de cobrir prejuízos causados por tempestades de granizo, conta com coberturas extras para geada e chuvas excessivas, por exemplo.
Sompo Equipamentos Agrícolas: porque problemas com equipamentos também prejudicam a produtividade
Não é só a plantação que precisa de proteção. Um equipamento que falha ou é roubado atrasa o plantio e a colheita. E isso causa impactos diretos na produção e no faturamento do negócio. Porém, para reduzir as chances desses prejuízos existem os seguintes seguros:
- Sompo Equipamentos Agrícolas Benfeitorias - protege máquinas utilizadas na propriedade rural, como tratores, colheitadeiras e silos, por exemplo; e
- Sompo Equipamentos Agrícolas Penhor Rural - proteção para os bens que tenham sido oferecidos como garantia em operações de crédito ou financiamento.
Informação, prevenção e proteção financeira: os eficientes escudos do produtor rural
O clima está instável. E o preparo para enfrentar desafios têm sido a estratégia de muitos produtores rurais. Uma jornada que tem sido trilhada com as informações dos índices climáticos, aliadas às estratégias de prevenção oferecidas pela combinação entre Gestão e o Gerenciamento de Riscos. Tudo apoiado pela proteção financeira oferecida pelo seguro.
A Sompo é referência nacional na venda de seguros para máquinas e implementos agrícolas. Também nos destacamos na proteção de plantações. E oferecemos, ainda, soluções de transporte e patrimônio para toda a cadeia produtiva do setor.
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