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Saúde

A SOMPO Saúde apoia o parto adequado

 

Projeto Parto Adequado – O projeto Parto Adequado é uma iniciativa desenvolvida pela ANS, pelo Institute for Healthcare Improvement (IHI) e pelo Hospital Albert Einstein, com apoio do Ministério da Saúde, que envolve 42 hospitais e mais de 34 operadoras de planos de saúde de todo o país.

As estratégias para redução de partos cirúrgicos desnecessários desenvolvidas pelo projeto tiveram início em outubro do ano passado, com a assinatura do termo de compromisso que deu origem à iniciativa. Em março, após um período de inscrição voluntária, foram selecionados os hospitais participantes do projeto (37 privados e quatro com atendimento pelo Sistema Único de Saúde, além do Hospital Albert Einstein) e as atividades tiveram início.
Para fazer as mudanças, os estabelecimentos estão efetuando adequações de recursos humanos e da ambiência hospitalar para a incorporação de equipe multiprofissional nos hospitais e maternidades; capacitação dos profissionais para ampliar a segurança na realização do parto normal; engajamento do corpo clínico, a equipe e as próprias gestantes; e promovendo a revisão das práticas relacionadas ao atendimento das gestantes e bebês, desde o pré-natal até o pós-parto.
Em seis meses de implantação, a iniciativa ajudou a aumentar em 7,4 pontos percentuais a taxa de partos normais nos estabelecimentos participantes, iniciando a reversão dos altos números de cesáreas registrados nos últimos 10 anos no Brasil. Nos 42 hospitais públicos e privados que estão desenvolvendo a iniciativa, a taxa de partos normais está em uma curva ascendente: passou de 19,8% em 2014 (média) para 27,2% em setembro de 2015. A redução da taxa de cesáreas para 72,8% após a implantação do projeto equivale ao salto que o índice deu em praticamente uma década – de 2006 a 2015 – período em que passou de 75,5% para 85,5%.

Saiba mais sobre o projeto

Campanha reforça alerta sobre cesáreas desnecessárias

Projeto Parto Adequado aponta riscos que envolvem a cesariana e busca sensibilizar gestantes e médicos para que evitem parto agendado. Uma nova campanha idealizada pelo Projeto Parto Adequado, que visa à melhoria na prática obstétrica no Brasil, reforça a preocupação quanto à realização de cesáreas desnecessárias e busca sensibilizar gestantes e profissionais de saúde para que evitem o parto agendado. A ação é coordenada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Hospital Israelita Albert Einstein e Institute for Healthcare Improvemente (IHI). Com o tema Não ao Parto Agendado, as mensagens que serão disseminadas pelas mídias sociais dos integrantes do projeto pedem que se evite a realização de cesáreas antecipadas e desnecessárias, numa época em que, devido às férias, festas de fim de ano e carnaval, é notório o incremento no número de partos cirúrgicos, levando à prematuridade dos bebês.

“Os meses de dezembro a fevereiro são um período em que notamos aumento das cesáreas desnecessárias agendadas em função das diversas datas comemorativas. Para prevenir as gestantes, mobilizar os profissionais de saúde e alertar a sociedade, elaboramos esta campanha, que tem o objetivo de alertar para os riscos das cesarianas sem necessidade e sensibilizar as gestantes, seus familiares e também os profissionais de saúde”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira. “Através da ação, disseminaremos informações alertando para os riscos da cesárea desnecessária”, detalha.

A mensagem-chave da campanha é: Respeite o tempo do seu bebê. Para o nascimento, não há feriado: evite o parto agendado, escolha o #partoadequado. Através das mídias sociais, serão divulgadas, regularmente, informações que abordam as vantagens e os mitos relacionados ao parto normal e destacam a importância de práticas baseadas em evidências científicas. A iniciativa também visa estimular o engajamento das equipes de saúde atuantes nos hospitais participantes do projeto Parto Adequado e demonstrar e difundir as mudanças na assistência prestada por essas instituições.

“O Hospital, como líder clínico do Projeto, se preocupa com a educação e a informação das pacientes sobre as vantagens de se aguardar o termo da gestação e, de preferência, aguardar o início do trabalho de parto, períodos em que o bebê está maduro, diminuindo várias complicações, como as pulmonares, icterícia, capacidade de manter a temperatura, capacidade de sucção para que se estabeleça uma boa amamentação”, afirma Miguel Cendoroglo Neto, diretor superintendente do Einstein.

Riscos – Estudos científicos apontam que bebês nascidos de cesarianas apresentam riscos maiores de dificuldades respiratórias e são internados em UTI neonatal com mais frequência. Quando não tem indicação clínica, a cesariana aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe. Cerca de 25% dos óbitos neonatais e 16% dos óbitos infantis no Brasil estão relacionados à prematuridade. Em cesarianas desnecessárias, o recém-nascido pode sofrer complicações respiratórias imediatas, e se o parto for realizado antes das 39 semanas de gestação, o nascimento pode ocorrer antes da completa maturação pulmonar do bebê. E como em toda intervenção cirúrgica, existe risco de mortalidade derivada do próprio ato cirúrgico ou da situação vital de cada paciente.

“Não há evidências científicas que justifiquem agendar um parto com antecedência, salvo algum risco claro para a saúde da mãe e do bebê. Por isso é importante se informar, buscar a opinião de outros profissionais, conversar com o seu médico”, destaca a coordenadora do projeto Parto Adequado na ANS, Jacqueline Torres. “A mulher tem o direito de ser informada e ser parte ativa na decisão do tipo de parto”, assinala.

Vantagens do parto normal – Pesquisas comprovam que a passagem pelo canal vaginal, na hora do nascimento, coloca o bebê em contato com bactérias naturalmente presentes nessa área do corpo da mulher, fortalecendo seu sistema imunológico e prevenindo o desenvolvimento de alergias e outros problemas de saúde no futuro. O trabalho de parto, ao contrário de um sofrimento para a criança, significa amadurecimento: a intensificação gradual das contrações musculares do corpo da mãe, necessárias para o bebê nascer, favorece a prontidão para o nascimento e o contato com o mundo – ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e maturação pulmonar são gradativamente trabalhados. A ciência já demonstrou também que hormônios naturalmente atuantes durante o trabalho de parto favorecem o vínculo entre mãe e bebê, o aleitamento materno e a recuperação pós-parto.

Mitos e verdades sobre o parto normal

A mulher que fez uma cesariana não pode ter parto normal na gravidez seguinte. 

A frase que diz “uma vez cesárea, sempre cesárea” não é mais verdade. De acordo com as evidências científicas atuais, a mulher que foi submetida a uma cesariana pode sim ter parto normal na gravidez subsequente, pois os riscos de complicações de um parto normal são inferiores aos demais riscos que estão relacionados a cirurgias sucessivas (exemplo: lesão de órgãos internos, alterações placentárias, hemorragias, infecções, entre outros). 

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/50826-mitos-everdades-gravidez-e-o-pos-parto

Confira a seguir as perguntas e respostas sobre o preparo para o parto normal:

1.Quais são os sinais do trabalho de parto?

Resposta: Esse período pode ser iniciado com as contrações e aí a mulher vai observar se começou uma contração e dali, mais ou menos uma meia hora, ela vai ter outra. Perto da data do parto a mulher poderá sentir sua barriga endurecer, com contrações que não duram muito tempo. Antes de pensar em sair para o hospital, tome um banho, repouse e veja se essas contrações continuam fortes e regulares. Pode ser que ainda não seja o trabalho de parto, mas só um treino.

Dias antes do parto poderá sair por sua vagina um muco grosso amarelado, como uma clara de ovo, com rajas de sangue, esse é o tampão mucoso. É um sinal de que o parto está próximo e esse sangramento faz parte das etapas. Caso venha um sangramento vermelho vivo, em grande quantidade, a orientação é que ela siga imediatamente para o hospital. 

Por ser um momento de muita ansiedade para a mulher, é importante que ela, em caso de dúvidas, busque o atendimento profissional para ser avaliada. Aproveite o pré-natal para se preparar para todas as etapas que virão e tire todas as dúvidas para se sentir tranquila e confiante para o parto. 

2. Preciso me depilar para o parto? 

Resposta: Não é obrigatório e nem necessário se depilar quando estiver em trabalho de parto. Os pelos são uma proteção natural para a vagina não havendo necessidade da retirada deles. Caso a mulher queira aparar os pelos, tudo bem, mas esse procedimento não interfere no momento do parto e se for da vontade dela fazer, que a depilação seja realizada com antecedência. 

Caso ela escolha a depilação com gilete, no dia do parto, pode abrir uma pequena lesão na pele que pode ser uma porta para uma infecção. Cuidado! Não é preciso fazer a raspagem dos pelos íntimos nem em casa, nem quando chegar à maternidade. 

3. Preciso ficar em jejum para o parto normal? 

Resposta: O trabalho de parto é desgastante e exige muita energia da mulher. Dê preferência a comidas leves e sucos naturais, que são de fácil digestão, lembrando que as porções, tanto das bebidas quanto dos alimentos, devem ser pequenas. Não precisa ficar de jejum e nem deve ficar para que não faça a hipoglicemia (que é quando o nível de açúcar no sangue encontra-se muito baixo, levando a mulher a fraqueza, tonturas, enjoos, vômitos e até desmaios). Se ela quiser, pode comer um chocolate ou rapadura, um doce para elevar a glicemia. É importante que ela se alimente, mesmo que esteja com náuseas. 

Se ela tiver com a pressão alta ou tenha problemas de pressão alta, aí é necessário mais cuidados com a alimentação e ela deva evitar alimentos gordurosos e frituras. Caso queira se alimentar normalmente, como ela faz todos os dias, pode se alimentar. Não tem problema! 

4. O que fazer se a bolsa romper? 

Resposta: Não necessariamente quando a bolsa rompe significa que o bebê está prestes a nascer. Se ela tiver contrações regulares e a bolsa romper, normalmente evolui mais rápido o parto, mas a bolsa também pode romper mesmo sem contrações. 

Observe alguns sinais: Caso a bolsa rompa e o liquido for claro, pode se organizar, toma um banho e ir ao local onde planejou ter o bebê com calma. Agora, se a bolsa rompeu e o líquido é meio esverdeado ou amarelado, ela terá que ir imediatamente à maternidade, Centro de Parto Normal ou hospital. Se o líquido não estiver transparente pode ser uma indicação de uma emergência. 

5. E se a bolsa não romper naturalmente, o médico vai precisar rompê-la? 

Resposta: Se a bolsa não romper durante o trabalho de parto, mesmo na hora do parto pode romper, então, não necessariamente, ela precisa de interferência para esse processo. A própria evolução do parto pode levar ao rompimento e em casos bem raros, pode ser necessário um pique na bolsa para ela romper. 

O bebê pode, inclusive, vir dentro da bolsa que é chamado de parto empelicado. A criança sai do ventre da mãe ainda dentro da bolsa gestacional. 

Raramente pode acontecer da equipe obstétrica precisar romper a bolsa ainda na barriga da mãe para fazer com que o bebê nasça. Se esse for o caso, precisa sempre ser conversado com a mulher, explicado antes o motivo. O rompimento da bolsa pode ajudar a acelerar o parto. 

Isso será necessário, por exemplo, quando a mãe está há horas com dilatação completa e o bebê não desce, tem muito líquido na placenta ainda e o bebê não consegue descer totalmente. Pode ser um método usado, mas sempre com a concordância da paciente. 

6. Preciso fazer lavagem intestinal?

Resposta: A mulher não precisa, de forma nenhuma, fazer a lavagem intestinal! A mãe já está tendo contrações e ter que lidar também com cólicas intestinais é bastante incomodo. Não é também necessário fazer a lavagem na semana que antecede o parto, nos dias que ela percebeu a evolução para ganhar o bebê. Não há problema caso a mulher evacue durante o parto e isso é totalmente natural. Às vezes, há mulheres que preferem ter uma alimentação com menos resíduo sólidos no período que antecede o parto já que incomodo para se alimentar é grande e ela prefere comer alimentos de fácil digestão. Isso é pessoal. 

7. Até quando deixar evoluir o parto normal? Existe limite de tempo para a evolução do parto? 

Resposta: O tempo que dura o trabalho de parto pode variar para cada mulher. 

Considera-se parto ativo quando a grávida já está com quatro centímetros de dilatação, com contrações frequentes e regulares. No mínimo três contrações, de 30 a 35 segundos cada uma, em dez minutos. Logo, se a mulher estiver com quatro centímetros e uma contração apenas, esporádica, ela ainda não está em trabalho de parto. 

Muitas mulheres, achando que já estão em trabalho de parto, afirmam que esperaram até 40 horas para o bebê nascer. Trata-se de um engano, já que ela não estava em trabalho de parto ativo, e sim no período pródromo (que antecede o período ativo – quatro centímetros de dilatação, com contrações frequentes e regulares). 

Se a mulher já deu entrada no serviço de saúde, está com quatro centímetros com contrações regulares e frequentes, é normal que evolua, mais ou menos, um centímetro por hora. Com o período expulsivo, que é finalmente quando a cabeça do bebê está bem perto de sair, daria um total de 10h às 12h. Mas esse tempo é muito variável conforme o caso. 

É fundamental entender cada uma das fases que envolvem o nascimento do filho. 

Porque muitas vezes, ainda não está em parto ativo, é que a equipe obstétrica indica que ela não fique onde escolheu ter seu bebê ainda. É muito melhor ela ficar em casa, tentar descansar. 

“Às vezes a contração é irregular e demora 30 minutos pra voltar. Então ela tem de descansar, ficar no apoio da família. Então qual é a resposta aqui? Até quando deixar evoluir? Até quando estiver tudo bem”, reforça Vanessa. 

Vanessa também alerta que é importante verificar o coração do bebê a cada meia hora, juntamente com os sinais maternos. Também há outro detalhe: se parou a dilatação e ela está há três ou quatro horas sem evolução nenhuma, precisa entender que pode haver a necessidade de intervenção, de uma cesariana por algum motivo.Lembrando que há mulheres que podem passar por todas as etapas do parto normal em duas horas. Não é tão comum, mas pode acontecer. 

8. Quando é necessário fazer a epsiotomia? 

Resposta: A epsiotomia é um corte feito na região do períneo (área muscular entre a vagina e o ânus) para abrir o canal de parto. Alguns estudos mais recentes sobre o assunto avaliaram que não há indicação que o procedimento seja benéfico para a mulher, salvo os casos, excepcionais, onde seja preciso fazer alguma manobra para auxiliar a saída do bebê. Por exemplo, quando nasce a cabeça e o ombro fica preso, nesse caso é necessário ampliar o espaço para ajudar a fazer a manobra que irá virar o bebê. Não é nem para tirar o ombro porque a pele do canal vaginal não prende o bebê.

Logo, a episiotomia não é um procedimento comum, cientificamente comprovado como benéfico, em casos de parto normal. 

9. Como e quando se deve fazer força durante o parto normal? 

Resposta: A mulher não precisa fazer força durante o trabalho de parto como um todo. O corpo dela já está dilatando e quando vem a contração, o que ela precisa fazer e respirar e esperar a contração passar. 

Só fará força quando o corpo dela demandar. E que horas vai ser essa? Quando o bebê estiver saindo e é só nesse momento. Então ela não precisa fazer força com dilatação de oito centímetros, com dez centímetros. Porém, se ela está com dez centímetros – dilatação total, o bebê coroou e a cabeça do bebê pressionou o assoalho pélvico naturalmente ela vai sentir vontade de fazer força, o corpo mandará que ela faça isso. Em via de regra a mulher terá uma vontade incontrolável de fazer força. Ela segue seus instintos e, quando a vontade chegar, faz força da forma que for mais natural para ela. 

“Então nada de fazer força antes, porque se ela fizer, não vai respirar direito, o corpo vai liberando hormônios que não fazem bem para o momento do parto, ela vai ficar ansiosa, mais nervosa esperando por um resultado que ainda não virá”, explica Vanessa. 

Para lidar com essa etapa é importante que a mulher use os recursos disponíveis durante a dilatação como exercícios de bola (pilates), andar, agachar, banho morno, aquilo que tranquilizará, reduzirá a ansiedade e a apoiará para que ela espere o momento certo. 

10. Qual a diferença entre uma contração verdadeira e uma falsa? 

Resposta: Essa contração de treino, chamada de Braxton Hicks, são contrações normalmente indolores chamadas de falsas. A barriga endurece toda, mas a mulher não sente dor ou ela pode sentir um pequeno incomodo, depende da sensibilidade da mulher. A contração está presente durante toda a gestação, mas são esporádicas, indolores, curtas, irregulares e sem direção. 

As outras contrações que estão já estimulando o parto são dolorosas, intensas e regulares. A intensidade da dor depende. Pode ser bem leve, como uma cólica, ou com dores mais intensas.

11. Como é o parto induzido e quando ele é necessário?

Resposta: O parto pode ser induzido quando se utilizar de fármacos que estimulem a dilatação e a contração. Podem ser usados medicamentos diretamente na vagina ou intravenosos, combinados ou não. Há indicação quando a mulher chegou a 41 semanas de gestação e ainda não entrou em trabalho de parto. Ou a bolsa rompeu, mas ela não está com contrações eficazes, fortes e aguardou 12 horas, 18 horas e não entrou em trabalho de parto ativo. 

12.Quando o fórceps deve ser usado no parto? 

Resposta: O fórceps é uma ferramenta importante para preservar a vida do bebê e da mulher, por exemplo quando há sofrimento fetal e parada de progressão, e também quando o esforço expulsivo é fator de risco para complicações maternas. 

13. O que é parto humanizado? 

Resposta: O parto humanizado pode ser normal, natural ou pode ser uma cesárea, por exemplo. Ser humanizado é respeitar a mulher, a pessoa como um ser com especificidades, é não aplicar métodos e padrões indiscriminadamente, individualizando a assistência para cada um, de acordo com a sua necessidade. É oferecer uma assistência personalizada, ouvir, escutar, atender, dentro do possível, as necessidades da mulher, os desejos dessa mulher. 

“Por exemplo: o bebê pode ser colocado pele a pele após uma cesárea. Isso é humanizar”, explica Vanessa. Não será humanizado quando a mulher não for ouvida e for obrigada a ficar numa posição, durante o parto, porque é melhor apenas para o profissional médico e não para ela. Isso é considerado uma violência obstétrica. Parto com menor intervenção, com respeito à fisiologia e empoderamento da mulher como protagonista do parto, é parto humanizado”, finaliza a chefe da Casa de Parto de São Sebastião, no Distrito Federal, Vanessa Barbosa. 

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/perguntas-e-respostas/51700-gravidatire-suas-duvidas-em-relacao-ao-preparo-para-o-parto-normal

Doutor, o que é isso? 

Não vá para o parto no escuro. Você se sentirá mais tranquila sabendo antes o que vai acontecer.

Patrícia Cerqueira

Os procedimentos no parto podem variar um pouco de médico para médico, de uma maternidade para outra, mas o importante é conhecê-los para evitar estranhamentos que podem afetar seu bem-estar nessa hora. Essas dicas também vão deixá-la mais ‘equipada’ para tirar dúvidas com seu médico, pois você deve discutir com ele todos os detalhes do que vai acontecer no parto. Veja, então, quais são os procedimentos mais comuns. 

Sinais vitais 

Ao chegar à maternidade, você é encaminhada a uma sala de admissão de parto. 

Uma enfermeira obstétrica medirá sua temperatura, pressão arterial, batimentos cardíacos, checará seu tipo sanguíneo, se a bolsa d’água se rompeu e a dilatação do colo do útero. Além disso, para monitorar as contrações e os batimentos do coração do bebê, vai acoplar à sua barriga um equipamento chamado cardiotocógrafo. Esse monitoramento pode repetir-se na sala de pré-parto e na sala de parto.

Tricotomia e lavagem intestinal 

São outros dois procedimentos possíveis na fase de admissão. A tricotomia é a raspagem dos pelos pubianos, adotada por questão de higiene. Muitos médicos são contra, pois acreditam que as fissuras provocadas na pele pela raspagem aumentam a chance de infecção. O objetivo da lavagem intestinal é evitar a evacuação no parto. 

Ela é provocada antes com um laxante. A técnica está em desuso, porque a maioria das grávidas não evacua no parto. 

Pré-parto 

Depois da admissão, com uma bata hospitalar, você vai para o pré-parto, no centro obstétrico. Nessa ala, alguns hospitais separam as gestantes que farão cesárea daquelas com indicação para parto normal. As primeiras, em alguns casos, não esperarão pelo trabalho de parto, indo direto para o centro cirúrgico. As segundas podem seguir para uma suíte de parto, local em que transcorrerá o trabalho de parto e o nascimento. 

Soro 

Tanto no parto normal quanto na cesárea, você vai tomar soro pela veia. A finalidade é mantê-la hidratada, mas o soro serve também de veículo para medicamentos que você precise durante o parto, sem que seja necessária outra picada na veia. 

Indução com hormônios 

Para acelerar o trabalho de parto, os médicos usam a ocitocina (colocada junto com o soro) ou a prostaglandina (em forma de supositório ou pílula e gel aplicados pela vagina). A dilatação do colo uterino e a avaliação do bem-estar do bebê determinam o procedimento. 

Rompimento da bolsa 

Se não foi natural, o médico o provoca quando a gestante apresenta dilatação de seis centímetros. Alguns adotam a prática apenas no caso de trabalho de parto prolongado ou de apressar o nascimento por causa do bebê. Na cesárea, a bolsa é rompida depois de aberto o útero. O líquido amniótico é sugado. 

Toque vaginal 

Ele checa a dilatação e a posição do bebê. Alguns médicos o realizam durante a contração, o que pode ser dolorido. 

Anestesia 

Se você vai fazer cesárea, será encaminhada ao centro cirúrgico. Receberá soro e, em seguida, anestesia. O médico pode beliscar sua barriga com uma pinça para verificar a ação do medicamento. No parto normal, a administração da anestesia depende da evolução do trabalho de parto. Ela é indicada quando a dilatação chega a cinco centímetros. 

Crucificação 

Refere-se à postura em que você pode ser colocada em caso de cesárea, com os braços abertos, presos sobre tábuas encaixadas na mesa de parto. É para que não coloque, num impulso, a mão na barriga. Nem sempre o procedimento é utilizado, para permitir à mãe pegar o bebê após o nascimento. 

Pernas amarradas 

No parto normal, elas são amarradas em perneiras para que não saiam do lugar enquanto você faz força. 

Sondagem 

Na cesárea, alguns médicos colocam uma sonda na gestante para drenar a urina acumulada na bexiga. Ela é retirada seis horas após o parto. Não se coloca sonda nos partos vaginais. 

Cortes no parto 

No normal, é comum a episiotomia, corte no períneo para facilitar a saída do bebê. O corte na cesárea é feito no baixo-ventre, na transversal. O vertical, do umbigo ao púbis, é adotado em emergências. 

Manobra de Kristeller 

É a pressão feita pelo médico sobre o estômago para ajudar o bebê a nascer, no parto vaginal ou cesárea. Outras manipulações sobre a barriga podem ser necessárias quando o bebê está em posição incorreta para o parto, e costumam ser feitas na sala de pré-parto. Há ainda uma manipulação interna (pela vagina), feita apenas no parto normal de gêmeos. Após o nascimento de um bebê, o médico ‘busca’ os pés do segundo, puxando-o. 

Fórceps

São colheres grandes de metal, aplicadas à cabeça do bebê, quando é preciso ajudá- lo a descer pelo canal de parto. 

Oxigênio 

O uso é raro, mas, se o obstetra indicar, pode ser porque a oxigenação de seu corpo não está boa o suficiente, o que afeta as contrações e os batimentos cardíacos do bebê.

Dequitação 

É a saída da placenta pelo canal de parto após o nascimento. O obstetra pode acelerar a expulsão com uma massagem suave na região uterina. Alguns aguardam a saída natural, que pode ocorrer até dez minutos depois. 

Revisão 

No parto normal, após a dequitação, os obstetras fazem uma revisão no útero, no canal de parto, na vulva e na entrada da vagina, para verificar restos de placenta e possíveis lacerações. 

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Crescer/0,19125,EFC803636-2213,00.html

Medos e Mitos no Parto Normal

Muito provavelmente não existe assunto mais envolto em medos, tabus e mitos do que o tema “parto”. Quem está ou já esteve grávida um dia sabe bem o que é ouvir da manicura, da vizinha ou de conhecidos próximos, histórias tenebrosas sobre bebês que morrem na barriga, dos bebês que ficam com paralisia cerebral por causa do parto, do líquido que seca, do cordão em volta do pescoço que sufoca o bebê e por aí vai. 

A mensagem por detrás das linhas é o de que as mulheres de hoje são mesmo incapazes de parir seus filhos em segurança e que passar pelo parto normal é algo extremamente perigoso e antiquado. De fato, se fosse mesmo assim, nossos antepassados seriam todos paraplégicos, teriam cabeças tortas ou a espécie humana teria simplesmente se extinguido. 

Pensando em proteger nossos ouvidos e nosso coração de tamanho “ataque” e fortalecer escolhas conscientes, vamos desvendar aqui alguns mitos que cercam o parto normal, tendo como norte as evidências científicas e algum conhecimento sobre fisiologia do parto. 

Falta de dilatação “Meu útero não dilatou e teve que ser cesárea.” 

Tecnicamente falta de dilatação não existe. Existem tempos diferentes para cada mulher dilatar. É muito comum ver mulheres chegando cedo demais no hospital, ainda em pródromos ou em um falso trabalho de parto. Pode acontecer sim uma evolução difícil da dilatação, ou uma dilatação que estaciona em alguns cm e não vai para frente. Provavelmente alguma “interferência” do ponto de vista emocional ou até mesmo do ambiente externo (excesso de luzes e pessoas observando, ar condicionado forte, clima tenso) pode estar interferindo negativamente e caberia à assistência eliminar tais estímulos e ajudar a mulher a enfrentar seus medos e ir em frente. 

Cordão umbilical enrolado – “O cordão estava em volta do pescoço do bebê, se fosse parto normal ele iria se enforcar e morreria.” 

Para começo de conversa mais de 30% dos bebes nascem com circular de cordão e nascem de parto normal muito bem, obrigado. O cordão umbilical é bem comprido e é preenchido de uma gelatina elástica e todo torcido, preparado justamente para não interromper o fluxo de sangue se for dobrado ou enrolado. O bebê recebe oxigênio através do sangue que passa pelo cordão umbilical e não respira pelos pulmões justificando que iria sufocar, enforcado no cordão. Pode acontecer alguns casos raros (bem raros mesmo) de haver um cordão umbilical curto demais, o que impediria a saída do bebê do útero se estivesse com circular. Isto seria detectado durante o trabalho de parto (pela escuta dos batimentos cardíacos do feto) e aí sim uma cesárea seria necessária e bem-vinda. 

Medo da dor – Muitas mulheres dizem que não conseguiriam passar por um parto normal por serem muito sensíveis à dor. 

Na verdade não sabemos como é a dor do parto antes de passar por ela. Não sabemos como iremos reagir. A dor do parto é sábia, vem em ondas dando um intervalo de descanso entre uma onda e outra, nos permitindo recuperar as forças. A dor faz com que o organismo libere diversos hormônios fundamentais para este período, que irão interferir até mesmo na amamentação. Um destes hormônios é a endorfina, que é um analgésico natural. Nos sentimos como atletas no final de um grande jogo. Mesmo com dor, mesmo com contusões, seguimos adiante em busca da vitória e do grande prêmio que é ter o bebê nos braços no final da partida. O processo da dor permite que nos descubramos cada vez mais fortes e capazes. Quantas mulheres não se surpreendem com a força que têm depois de um parto! E esta força nos garante muita confiança para cuidar de um recém-nascido. Vale a pena tentar e conhecer de perto as diversas técnicas de alivio de dor e desconforto como o uso da água, posições, massagens e até mesmo a anestesia na fase final do parto.

Cesárea é um procedimento indolor – “Tenho muito medo da dor do parto, então já marquei a data da cesárea. ” 

Eis um grande mito. O corte da cesárea geralmente dói de forma contínua por algumas semanas ou até meses depois do parto. Bem quando precisamos estar inteiras para cuidar do bebê. Vale a pena lembrar que uma cesárea é uma cirurgia de grande porte, corta sete camadas de tecido, incluindo o músculo abdominal. No momento da cirurgia, estamos anestesiadas, mas geralmente sentindo todo o processo de abrir e mexer com o bebê e com o útero, sensação que pode ser bastante aflitiva para muitas mulheres. 

Bacia estreita ou bebê grande demais. 

A ideia aqui é que a cabeça do bebê seria maior do que a bacia da mãe e não poderia passar pelo canal de parto. Esta desproporção pode até acontecer, mas em alguns casos raros. O fato é que é tecnicamente impossível saber se o bebê não vai passar antes que o trabalho de parto tenha começado e a dilatação esteja completa. Ou seja, só é possível diagnosticar um caso real de desproporção entre cabeça do bebê e pelve da mãe, no final do trabalho de parto. E, mesmo que se encaminhe para a cesárea, mãe e bebê tiveram muitos ganhos, do ponto de vista hormonal e psíquico, por terem passado pelo trabalho de parto. 

Parto demorado – A ideia aqui é que se um parto for muito demorado o bebê estaria correndo sério risco de vida. 

Na verdade não existe um padrão de tempo pré-determinado para o parto acontecer. Cada mulher tem um tempo próprio para parir. Um parto pode demorar 1 hora como pode demorar 3 dias. 

O que interessa é avaliar adequadamente se os sinais vitais do bebê e da mãe estão bem, o que se faz pela escuta dos batimentos fetais e da pressão e vitalidade da mãe. Enquanto estes sinais estiverem num padrão tranquilizador, então o parto está no tempo certo. 

Parto normal “estraga” a mulher – A ideia aqui é de que a passagem do bebê pela vagina alargaria o canal de parto, deixando a mulher “alargada” e interferindo negativamente no prazer sexual do casal. 

Eis um grande mito. O canal por onde passa o bebê é como um diafragma, a vagina e o períneo (musculatura que envolve a entrada da vagina e ânus) são grandes e fortes músculos e sendo assim, tem a capacidade de relaxar e contrair, voltando ao tamanho normal ou muito próximo ao normal depois do parto. A vivência do parto e a percepção de que é possível utilizar esta musculatura pode melhorar e muito a vivência sexual da mulher e de seu parceiro. A melhor forma de prevenção da frouxidão da vagina ou da bexiga é através de exercícios que podem ser feitos com o períneo. Evitar o parto normal ou submeter-se a episiotomia – corte cirúrgico feito na vulva e vagina para acelerar o parto – para evitar de ficar “ alargada” é um grande mito cultural hoje impregnado em nossa sociedade e que vem sendo lentamente revisto pela literatura científica.

Mais mitos e medos ainda povoam a ideia de parto na nossa cultura atual. Falar sobre todos daria certamente um extenso livro. Mas vale aqui lembrar que o gênero humano teve mais de 2 milhões de anos para aperfeiçoar a fisiologia da gestação e do parto. Se herdamos defeitos, herdamos também soluções adaptativas. Talvez jogar luz do conhecimento sobre mitos e medos culturais da nossa atualidade seja um caminho necessário para os dias atuais. 

Eleonora de Moraes 

Psicóloga, doula (acompanhante de parto) e educadora perinatal Coordenadora do Despertar do Parto 

Fonte: http://www.despertardoparto.com.br/medos-e-mitos-no-parto-normal.html 

Como saber se tenho passagem para o parto normal? 

By partoporamor 

Entenda o mito da bacia estreita e do bebê grande demais É muito comum ouvir por aí que aquele familiar ou amiga teve uma cesariana para resolver problema de “passagem”, ou seja, teoricamente a bacia dela era estreita e/ou o bebê grande demais e não conseguiria um parto normal. Isso, na grande maioria dos casos, é um mito. Mito este muito difundido e propagado, que aterroriza mulheres pequenas ou mulheres cujos bebês foram classificados como “grandes” depois do exame de ultrassom, obrigando-as a passar uma cirurgia – na maioria dos casos, desnecessária. 

Para desconstruir essa lenda, é importante partir do princípio que todas as bacias possuem tamanhos e diâmetros adequados para permitir a passagem dos bebês durante um parto normal. Diagnosticar “bacia estreita” ou “bebê grande” e contraindicar um parto antes do trabalho de parto é uma falácia. Somente com a dilatação total do colo uterino, juntamente com a descida do bebê na pelve materna, que podemos saber se essa mulher tem “passagem”. Antes disso não é possível. 

A mulher pequena 

Não existe nenhum exame específico que garanta que a bacia terá ou não espaço suficiente para permitir a passagem do bebê. Mesmo que a mulher seja “pequena”, ou seja, tenha uma pelve estreita, se for permitido que ela entre espontaneamente em trabalho de parto e se movimente conforme sua vontade, ela vai procurar posições e posturas que instintivamente irão facilitar a abertura da pelve e, consequentemente, a passagem do bebê. A bacia não é fixa, ela possui ligamentos e músculos que podem se amoldar e se afrouxar conforme o necessário. Mesmo que você possa medir a sua bacia e comparar com o tamanho da cabeça do bebê, nada poderá garantir como seu corpo se comportará durante o trabalho de parto. 

O bebê grande 

Muitos profissionais de saúde se apoiam no ultrassom de final de gravidez para reforçar achados bastante relativos. Um desses é o diagnóstico de bebê grande. Devemos levar em consideração que o peso no ultrassom é estimado e nunca deve ser um fator determinante para indicar uma cesariana, pois pode ser um peso diferente do real. Além disso, assim como a pelve da mãe, a cabeça do bebê é maleável enquanto passa pelo trabalho de parto, adequando-se à bacia materna. 

Fonte: http://www.partoporamor.com.br/2015/10/22/como-saber-se-tenho-passagempara-o-parto-normal/

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