Japonesa Sompo compra controle acionário da Marítima

O grupo japonês Sompo Japan Insurance aumentou sua participação acionária na seguradora brasileira Marítima e passou a deter o controle da companhia. Por meio da subsidiária no Brasil, a Yasucla Seguros, a Sompo já tinha 50% das ações ordinárias da Marítima e agora comprou mais uma parcela da família Vidigal, por R$ 200 milhões, passando a contar com 88,2% das ações.

O grupo japonês vai manter Francisco Caiuby Vidigal na presidência do conselho de administração e promoveu Francisco Caiuby Vidigal Filho da vice-presidência para a presidência da seguradora.

A aquisição do controle ainda precisa ser aprovada por órgãos reguladores brasileiros, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cadê), Superintendência de Seguros Privados (Susep) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), além de entidades reguladoras do Japão.

“O grupo Sompo Japan Insurance tem o Brasil como a principal região de crescimento de seus negócios no exterior”, comunicou a companhia em nota. “No processo de expansão dos negócios brasileiros, entendeu-se como estratégia de crescimento a aquisição dos direitos de gestão da Marítima.”

De acordo com os últimos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), de janeiro a novembro a Marítima apresentou receita com prêmios de seguros de R$ 1,125 bilhão, alta de 13,5% em relação a igual período em 2011.

A Sompo adquiriu 50% do capital da Marítima em maio de 2009 por R$ 336 milhões, dos quais R$ 200 milhões foram para os sócios majoritários, à época a família Vidigal, e R$ 136 milhões para minoritários, em uma subscrição privada. Tinha sido o maior investimento feito fora do Japão pelo grupo Yasuda.

Desde de 2008, o setor passa por um movimento de associações e parcerias de empresas nacionais e estrangeiras, aberturas de capital e vendas de participações ou de carteiras, principalmente por causa da exigência de capital extra das seguradoras para cobrir riscos de subscrição quando o valor cobrado na venda dos seguros não é suficiente para cobrir despesas com indenizações.

Fonte: Valor Econômico

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