Grupo japonês manterá duas marcas no Brasil

Apesar da venda de 88% das ações para a Yasuda, Marítima garante que continuará com a marca no mercado, já que uma quer os seguros empresariais e a outra, os massificados

Após anunciar a aquisição de 88% das ações da Marítima, o grupo Sompo Japan presente no Brasil por meio da Yasuda afirma que quer manter as duas marcas em operação no País. A negociação girou em torno de R$ 200 milhões e aguarda aprovação de órgãos reguladores brasileiros (Susep, Cadê e ANS) e japoneses. As ações restantes (12%) ficarão com a família Vidigal, fundadora da Marítima. A manutenção das duas marcas, segundo os executivos das duas companhias, é justificada pela diferença nos focos de atuação. Enquanto a Yasuda focará nas carteiras de transportes e seguros empresariais, a Marítima manterá forte atuação em massificados. O microsseguro, inclusive, está no radar da seguradora. “Estamos intensificando os estudos para em breve ingressar no segmento”, garante Francisco Caiuby Vidigal Filho, atual diretor vicepresidente da Marítima. Com a conclusão da negociação, o executivo responderá pelo cargo de diretor presidente da seguradora. Já a Yasuda, presidida por Hidenori Endo, ficará sob o comando de Mikio Okumura, hoje diretor executivo da Marítima e diretor presidente da Sompo Japan no Brasil.

“Em alguns segmentos temos produtos semelhantes, mas cada uma tem sua marca e sua história. O objetivo, ao manter as duas, é uma complementar a outra”, disse Luiz Macoto Sakamoto, diretor executivo da Yasuda Seguros.

A meta de ambas as empresas para 2013 é crescer 20%. Apesar do foco em públicos diferentes, haverá em breve unificação das áreas comercial, de tecnologia da informação, desenvolvimento de produtos e back office.

De olho no Brasil

Hoje o Brasil é o país mais estratégico para o grupo fora do Japão, uma vez que representa 60% dos prêmios de seguros da Sompo no exterior. De acordo com o diretor gerente da Sompo Japan Insurance, Hiroyuki Yamaguchi, a escolha do Brasil como foco da internacionalização foi baseada na estabilidade política, no contínuo desenvolvimento econômico e do mercado de seguros e na presença da subsidiária Yasuda. Yamaguchi afirma que uma das principais políticas do grupo é a estratégia de negócios no exterior. Segundo ele, apesar do Japão ter registrado R$ 190 bilhões em seguros de acidentes em 2011, “nos últimos 10 anos o mercado de seguros japonês vem se estagnando. “Nossa perspectiva futura em relação ao Japão não é tão otimista, devido ao cenário de baixa natalidade, população cada vez mais velha e baixo índice de venda de automóveis”, alega o executivo. Com isso, é natural que o grupo segurador queira expandir sua atuação atualmente está presente em 29 países -, e registra R$ 30 bilhões em prêmios anuais. Em 2014, a companhia se une a outro grupo japonês: o Nipponkoa Insurance. Juntos, somarão R$ 48 bilhões em faturamento anual.

Fonte: Revista Apólice – Nacional

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