Axa é favorita na disputa por carteira do Itaú

O Estado de São Paulo – Economia – 12/04/2014
A Axa Seguros Brasil é uma das fortes candidatas a adquirir a carteira de seguros de grandes riscos do Itaú Unibanco, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

A disputa segue acirrada, segundo as mesmas fontes, com concorrentes de peso, como o XL Group, com sede em Bermudas, a japonesa Tokio Marine, a alemã HDI e a suíça Swiss Re. O valor dessa operação é estimado em cerca de R$ 1 bilhão.

A carteira de grandes riscos do Itaú soma em torno de R$ 1,8 bilhão em prêmios e o lucro anual varia entre R$ 45 milhões e R$ 65 milhões, conforme fontes de mercado. O Itaú Unibanco espera divulgar o nome de quatro finalistas até o fim deste mês.

Em janeiro, o Itaú Unibanco confirmou, em comunicado ao mercado, que pretende vender sua operação de seguros de grandes riscos. O Broadcast havia a antecipado em dezembro passado intenção da instituição de se desfazer dessa divisão de negócio.

Favorita. A francesa Axa é apontada como uma das favoritas, conforme fontes de mercado, pois está à procura de aquisições para retomar suas operações como seguradora de riscos corporativos e de vida no Brasil. “Nos mercados em que atua, a Axa está entre as cinco maiores. Essa é a condição para que a seguradora retome suas operações no Brasil”, disse uma fonte familiarizada com o assunto.

Além disso, a Axa tem feito contratações de peso. Uma delas foi Vanderlei Ravazzi, que era superintendente de seguros de grandes riscos do Itaú Unibanco. A seguradora contratou ainda Otávio Bromati, da Zurich. Para a operação de vida, trouxe Marcio Magnaboschi, da SulAmérica, que assumiu o cargo de diretor executivo comercial da Axa Seguros Brasil.

Já a XL, de acordo com outra fonte, pode levar vantagem porque teve uma joint venture com o Itaú por três anos no passado.

Durante o processo de negociações, outras importantes seguradoras, como a japonesaYasuda, a canadense Fairfax, a norte-americana ACE, a alemã Allianz também participaram do processo, de acordo com fontes. A Yasuda, que estava sendo assessorada pelo BTG Pactual, desistiu da transação porque dois dos maiores clientes do Itaú Unibanco em grandes riscos são estatais com as quais a companhia não tem relacionamento, conforme uma fonte.

Procurado, o Itaú não comentou a venda de sua carteira de seguro de grandes riscos, nem a saída do executivo Ravazzi. XL, Swiss Re, a HDI e Tokio Marine também não se pronunciaram. A Axa não foi encontrada para falar sobre o assunto. / A. B.
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